Elisabeth
Neumann especializou-se em demoscopia que significa pesquisar a opinião do
público para torná-la conhecida. Dito de outra maneira, a demoscopia é a
pesquisa de opinião pública sob organização cientifica. A partir dai Noelle
elaborou suas principais teorias e as publicou no livro: “A Espiral do
Silêncio”, onde a pesquisadora começava a analisar o poder que a mídia possuía
para influenciar sobre o conteúdo do pensamento dos receptores.
A
ideia central dessa teoria situa-se na possibilidade de que os agentes sociais
possam se isolados de seus grupos de convivência caso se expressem publicamente
opiniões diferentes daquelas que o grupo considera como opiniões dominantes.
Noelle
inicia sua busca ao pesquisar os programas televisivos daquele período e
descobriu algo surpreendente: das 39 menções feitas ao caráter alemão
generalizadamente nos diferentes programas, 32 era negativas; da mesma forma,
ampliando a pesquisa a toda mídia alemã, ela chegou a um total de 82
referências, sendo 51 delas negativas e apenas 31 positivas. Assim sua pesquisa
indicou que as pessoas são influenciadas não apenas pelo que as outras dizem,
mas pelo que as pessoas imaginam que os outros poderiam dizer. Ela sugeriu que,
se um individuo imagina que sua opinião poderia estar em minoria ou poderia ser
recebida com desdém, essa pessoa estaria menos propensa e expressá-la.
Esta
perspectiva deriva de estudos desenvolvidos por Solomon Asch sobre isolamento e
conformidade social, mostrando que as pessoas, em sua maioria, amoldam-se ao
que pensam ser a tendência de pensamento da maioria das pessoas que as rodeiam.
Isso permitiu a Elisabeth Noelle-Neumann desenvolver dois conceitos que, a
partir de 1972, caracterizariam sua hipótese da espiral do silêncio: o de clima de opinião (o que as pessoas
percebem ou imaginam como maioria) e
o da própria espiral do silêncio.
A
partir de então para Noelle-Neumann, a opinião publica é na verdade a opinião
de uma minoria que pode e chega a se expressar livremente, isso porque a
influencia que exerce sobre os indivíduos aquilo que eles imaginam ser o
pensamento dos demais se realiza num movimento constante, no tempo, ascensional
que tenderá a ampliar-se, crescendo á medida mesmo em que faz com que os demais
que eventualmente se lhe oponham, silenciem ou sejam silenciados.
Assim
esse conceito caracteriza-se como agente de mudança em condições especificas em
que a mídia alcance consonância e as politicas governamentais influenciem a
população naquela mesma direção.