quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Espiral do Silêncio - Noelle Neumann





Elisabeth Neumann especializou-se em demoscopia que significa pesquisar a opinião do público para torná-la conhecida. Dito de outra maneira, a demoscopia é a pesquisa de opinião pública sob organização cientifica. A partir dai Noelle elaborou suas principais teorias e as publicou no livro: “A Espiral do Silêncio”, onde a pesquisadora começava a analisar o poder que a mídia possuía para influenciar sobre o conteúdo do pensamento dos receptores.
A ideia central dessa teoria situa-se na possibilidade de que os agentes sociais possam se isolados de seus grupos de convivência caso se expressem publicamente opiniões diferentes daquelas que o grupo considera como opiniões dominantes.
Noelle inicia sua busca ao pesquisar os programas televisivos daquele período e descobriu algo surpreendente: das 39 menções feitas ao caráter alemão generalizadamente nos diferentes programas, 32 era negativas; da mesma forma, ampliando a pesquisa a toda mídia alemã, ela chegou a um total de 82 referências, sendo 51 delas negativas e apenas 31 positivas. Assim sua pesquisa indicou que as pessoas são influenciadas não apenas pelo que as outras dizem, mas pelo que as pessoas imaginam que os outros poderiam dizer. Ela sugeriu que, se um individuo imagina que sua opinião poderia estar em minoria ou poderia ser recebida com desdém, essa pessoa estaria menos propensa e expressá-la.
Esta perspectiva deriva de estudos desenvolvidos por Solomon Asch sobre isolamento e conformidade social, mostrando que as pessoas, em sua maioria, amoldam-se ao que pensam ser a tendência de pensamento da maioria das pessoas que as rodeiam. Isso permitiu a Elisabeth Noelle-Neumann desenvolver dois conceitos que, a partir de 1972, caracterizariam sua hipótese da espiral do silêncio: o de clima de opinião (o que as pessoas percebem ou imaginam como maioria) e o da própria espiral do silêncio.
A partir de então para Noelle-Neumann, a opinião publica é na verdade a opinião de uma minoria que pode e chega a se expressar livremente, isso porque a influencia que exerce sobre os indivíduos aquilo que eles imaginam ser o pensamento dos demais se realiza num movimento constante, no tempo, ascensional que tenderá a ampliar-se, crescendo á medida mesmo em que faz com que os demais que eventualmente se lhe oponham, silenciem ou sejam silenciados.
Assim esse conceito caracteriza-se como agente de mudança em condições especificas em que a mídia alcance consonância e as politicas governamentais influenciem a população naquela mesma direção.

Análise Crítica de Filmes Jornalísticos


Os filmes: Ausência de Malicia e o Custo da Coragem tratam de assuntos bastante relevantes para a classe dos jornalistas, como por exemplo, ate que ponto o profissional do jornalismo deve ser envolver com as suas fontes? E será que a noticia poderia ser verificada como um fato que realmente trata da verdade sem interferência do autor?
Perguntas como essas sempre rodearam a vida dos jornalistas no decorrer das décadas, mas consequente não existe, em minha opinião, a possibilidade de um jornalismo totalmente isento ou totalmente puro. Pois este é constituído de recortes do “real” manipulado pelo profissional para atender a seu ponto de vista mesmo que essa não seja sua intenção.
Os filmes abordam alguns problemas em comum, como a falta de ética, o que e indispensável do ponto de vista que esta seria a norteadora pela busca da verdade e da qualidade da informação passada. Como qualificado nas novas diretrizes aplicadas ao profissional da comunicação:
 “Competências Comportamentais - Perceber a importância e os mecanismos da regulamentação político-jurídica da profissão e da área de comunicação social; Identificar, estudar e analisar questões éticas e deontológicas no jornalismo; Conhecer e respeitar os princípios éticos e as normas deontológicas da profissão; Avaliar, à luz de valores éticos, as razões e os efeitos das ações jornalísticas; Atentar para os processos que envolvem a recepção de mensagens jornalísticas e o seu impacto sobre os diversos setores da sociedade; Impor aos critérios, às decisões e às escolhas da atividade profissional as razões do interesse público; Exercer, sobre os poderes constituídos, fiscalização comprometida com a verdade dos fatos, o direito dos cidadãos à informação e o livre trânsito das ideias e das mais diversas opiniões.”
A aplicação desses conceitos na pratica se mostram inegavelmente impraticáveis em certos aspectos como na busca por uma noticia que mostrasse um caráter totalmente isenta dos interesses do jornalista e dos donos de jornais, e, mas voltadas para o publico. Vale destacar que nos filmes as personagens principais foram expostas a situações diversas que no decorrer da trama mostram o verdadeiro teor e poder que um jornalista pode ter na sociedade mesmo que esse não queria, mas sempre existe a interferência deste no modo de vida da população em geral, pois uma matéria é formulada não só para informar, mas também para destacar recortes da verdade que merecem ou não (dependendo da situação) ser destacar, isso ficando a critério do próprio jornalista.
O compromisso inegável dos jornalistas com a verdade dos fatos e o seu trabalho parecem nem sempre estarem pautados diariamente em todos os meios de comunicação, pela precisão da apuração dos acontecimentos e sua correta informação. Porém, diariamente, vemos jornalistas atentando contra a moral e os bons costumes das pessoas. Este é um exemplo de delito grave, dizer que fulano cometeu um crime, mas que na verdade ele não cometeu, porque ainda não foi julgado e condenado pela Justiça, caracterizado como calúnia.
Julgo que a partir de nova concepção obtida pela obtenção de novos conhecimentos por meios das obras cinematográficos, concluísse que:
*Existiria sempre uma busca inesgotável pela verdade (Justiça);
*A ética é algo totalmente relativo, sendo quase inútil a busca por esta na concepção de que somos fomentadores da “verdade”.
*A imparcialidade só e alcançada a partir de uma somatória de varias qualidades, como por exemplo, da junção: compromisso jornalístico e verdade.
*Existe a defesa de um pensamento pessoal, que pode resultar em má apuração, perda de foco e falta de compromisso para com a sociedade.
*O dever do jornalista é ser mensageiro e retratar os fatos.
Além disso, fica no ar uma ultima questão: Até onde o jornalista pode investigar?

Papel Social do Jornalista


Na construção dos papeis sociais o jornalista sempre representou uma vertente que tem o compromisso de zelar pela verdade, pelo menos em tese, pois a busca pela informação estabeleceu muita concentração e disciplina do mesmo não importando quais condições possam ser necessárias para a procura da notícia precisa, pela qual a sociedade deve ser orientar quanto a assuntos diversos.
Na correlação estabelecida pela leitura dos textos percebesse a preocupação de mostrar a importância da relação do profissional da noticia com busca da mesma, isso ilustra o que significa a presença do jornalista na sociedade através da relação existente social/mídia.
Sua importância é destaca a partir da interpretação de conjecturas, pois os jornalistas têm “óculos” através dos quais veem certas coisas e não outras. Observam de certa maneira as coisas que veem. Operam uma seleção e uma construção do que é selecionado. Tudo isso a partir critérios que dizem respeito à avaliação direta do acontecimento em termos da sua importância ou interesse. E também a relação existente a respeito do contexto de produção da notícia que funciona como guia para a reunião de pauta, sugerindo o que deve ser realçado, omitido ou prioritário na abordagem do que será notícia.
Até que ponto o profissional do jornalismo deve ser envolver com as suas fontes? E será que a noticia poderia ser verificada como um fato que realmente trata da verdade sem interferência do autor? Perguntas como essas sempre rodearam a vida dos jornalistas no decorrer das décadas, mas consequente não existe, em minha opinião, a possibilidade de um jornalismo totalmente isento ou totalmente puro. Pois este é constituído de recortes do “real” manipulado pelo profissional para atender a seu ponto de vista, mesmo que essa não seja sua intenção.
O compromisso inegável dos jornalistas com a verdade dos fatos e o seu trabalho parecem nem sempre estarem pautados diariamente em todos os meios de comunicação, pela precisão da apuração dos acontecimentos e sua correta informação. Porém, diariamente, vemos jornalistas atentando contra a moral e os bons costumes das pessoas. Este é um exemplo de delito grave, dizer que fulano cometeu um crime, mas que na verdade ele não cometeu, porque ainda não foi julgado e condenado pela Justiça, caracterizado como calúnia.
Julgo que a partir de nova concepção obtida pela obtenção de conhecimentos por meio da leitura obras literária, concluí-se que:
*Existiria sempre uma busca inesgotável pela verdade (Justiça);

Diferença entre interesse público e interesse do público



É muito comum ouvir a seguinte frase: tal acontecimento pode ser divulgado e até interrogado por que se trata de assunto de interesse público. No entanto, também nos deparamos com a afirmação de que este ou aquele acontecimento não se deve tornar público porque, apesar de se tratar de matéria de interesse do público, pois pode esta invadindo a vida intima e pessoal do individuo.
Aquilo que é de interesse público, ou seja, da coletividade, pode ser divulgado. A sociedade precisa ter acesso a tais informações. E ai se fundamenta o papel da imprensa na divulgação de fato dessa natureza que se torna importantíssimo.
Exemplos de assunto de interesse público são os permanentes atrasos no aeroporto Augusto Severo, por exemplo. A população tem o direito de saber o motivo desses atrasos. É consequentemente cabe ao Governo Estadual explicar à sociedade os motivos desses problemas e as providencias que estão sendo tomadas para resolvê-los, o que na realidade, não tem ocorrido. Há mais desencontros do que encontros de informações.
A imprensa tem divulgado a problemática por que passam os passageiros, como também tem mostrado ao público as inúmeras dificuldades encaradas pela população nos serviços públicos, causadas pela má gestão do cofre público, pela inabilidade dos seus gestores.
A abordagem é totalmente diversa quando se abrangem assuntos de interesse do público. O público tem interesse em saber qual a opção sexual desta ou daquela personagem importante, celebridades.
Ninguém desconhece que os fatos assinalados por último são de interesse do público, entretanto, não são de interesse público. Neste enfoque, é aceitável fazer prevalecer o preceito constitucional da inviolabilidade e da privacidade, da vida privada e da honra, pois não se trata de interesse público, mas sim de interesse do público.