quinta-feira, 10 de maio de 2012

Análise Crítica de Filmes Jornalísticos


Os filmes: Ausência de Malicia e o Custo da Coragem tratam de assuntos bastante relevantes para a classe dos jornalistas, como por exemplo, ate que ponto o profissional do jornalismo deve ser envolver com as suas fontes? E será que a noticia poderia ser verificada como um fato que realmente trata da verdade sem interferência do autor?
Perguntas como essas sempre rodearam a vida dos jornalistas no decorrer das décadas, mas consequente não existe, em minha opinião, a possibilidade de um jornalismo totalmente isento ou totalmente puro. Pois este é constituído de recortes do “real” manipulado pelo profissional para atender a seu ponto de vista mesmo que essa não seja sua intenção.
Os filmes abordam alguns problemas em comum, como a falta de ética, o que e indispensável do ponto de vista que esta seria a norteadora pela busca da verdade e da qualidade da informação passada. Como qualificado nas novas diretrizes aplicadas ao profissional da comunicação:
 “Competências Comportamentais - Perceber a importância e os mecanismos da regulamentação político-jurídica da profissão e da área de comunicação social; Identificar, estudar e analisar questões éticas e deontológicas no jornalismo; Conhecer e respeitar os princípios éticos e as normas deontológicas da profissão; Avaliar, à luz de valores éticos, as razões e os efeitos das ações jornalísticas; Atentar para os processos que envolvem a recepção de mensagens jornalísticas e o seu impacto sobre os diversos setores da sociedade; Impor aos critérios, às decisões e às escolhas da atividade profissional as razões do interesse público; Exercer, sobre os poderes constituídos, fiscalização comprometida com a verdade dos fatos, o direito dos cidadãos à informação e o livre trânsito das ideias e das mais diversas opiniões.”
A aplicação desses conceitos na pratica se mostram inegavelmente impraticáveis em certos aspectos como na busca por uma noticia que mostrasse um caráter totalmente isenta dos interesses do jornalista e dos donos de jornais, e, mas voltadas para o publico. Vale destacar que nos filmes as personagens principais foram expostas a situações diversas que no decorrer da trama mostram o verdadeiro teor e poder que um jornalista pode ter na sociedade mesmo que esse não queria, mas sempre existe a interferência deste no modo de vida da população em geral, pois uma matéria é formulada não só para informar, mas também para destacar recortes da verdade que merecem ou não (dependendo da situação) ser destacar, isso ficando a critério do próprio jornalista.
O compromisso inegável dos jornalistas com a verdade dos fatos e o seu trabalho parecem nem sempre estarem pautados diariamente em todos os meios de comunicação, pela precisão da apuração dos acontecimentos e sua correta informação. Porém, diariamente, vemos jornalistas atentando contra a moral e os bons costumes das pessoas. Este é um exemplo de delito grave, dizer que fulano cometeu um crime, mas que na verdade ele não cometeu, porque ainda não foi julgado e condenado pela Justiça, caracterizado como calúnia.
Julgo que a partir de nova concepção obtida pela obtenção de novos conhecimentos por meios das obras cinematográficos, concluísse que:
*Existiria sempre uma busca inesgotável pela verdade (Justiça);
*A ética é algo totalmente relativo, sendo quase inútil a busca por esta na concepção de que somos fomentadores da “verdade”.
*A imparcialidade só e alcançada a partir de uma somatória de varias qualidades, como por exemplo, da junção: compromisso jornalístico e verdade.
*Existe a defesa de um pensamento pessoal, que pode resultar em má apuração, perda de foco e falta de compromisso para com a sociedade.
*O dever do jornalista é ser mensageiro e retratar os fatos.
Além disso, fica no ar uma ultima questão: Até onde o jornalista pode investigar?

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